Pilar e Teotonio Vilela serão primeiros contemplados com CISP tipo II em Alagoas

Integrar as polícias Civil e Militar foi uma das missões da Segurança Pública nos últimos quatro anos. Os Centros Integrados de Segurança Pública (CISPs) consolidam esse trabalho e, com 16 unidades do tipo I em funcionamento e outras cinco em construção, o Governo do Estado avança nesse trabalho lançando as unidades do tipo II, cinco vezes maiores que as anteriores. As primeiras serão inauguradas em Pilar e Teotonio Vilela.

Nos municípios onde já estão em funcionamento as unidades do tipo I, o percentual de redução de homicídios chega a quase 70%, segundo o Núcleo de Estatística e Análise Criminal (Neac), da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

Já as unidades tipo II nascem com a proposta de atender municípios mais populosos e que possuem localização estratégica para as ações da Segurança Pública. Nos dois prédios que estão em construção, foram investidos R$ 16.830.344,36 milhões em recursos próprios do Tesouro Estadual.

Ambos terão 1.340 metros quadrados de área construída e várias diferenças com relação aos CISPs tipo I. A Polícia Militar terá sala para a Inteligência, de planejamento de operações, posto de identificação, centro de operações (Copom), alojamento para oficiais e praças divididos para homens e mulheres, vestiários, sala de reuniões, reserva de armas e depósito. A Polícia Civil terá sala para o chefe de operações, cartório distrital e regional, depósito, alojamentos para delegados e agentes e sala de reuniões. Na área comum haverá copa, recepção, sala para confecção de Boletim de Ocorrência, auditório, depósito e refeitório.

As celas são um dos diferenciais das unidades do tipo II. Os novos Centros Integrados passam a comportar até 32 presos, divididos em cinco celas para presos do sexo masculino, feminino e para menores. Nas unidades tipo I, a capacidade é para até quatro presos por cela. Pilar e Teotonio também contarão com uma sala de identificação, fundamental para que a Polícia Civil consiga confirmar a identidade de suspeitos de crimes preservando as testemunhas.

A estrutura foi pensada para abrigar um efetivo maior das polícias Civil e Militar. A Força Tarefa também será implantada, o que dobrará o efetivo policial nas regiões, facilitando as operações para coibir assaltos e homicídios.

Em Teotonio Vilela, mais de 43 mil habitantes, segundo o IBGE, serão beneficiadas diretamente com as ações de segurança. Já Pilar possui mais de 35 mil habitantes e já sofreu com os altos índices de criminalidade registrados no município. A cidade chegou a estar entre os municípios com maior índice de homicídios do país na última década. Desde que a Secretaria da Segurança Pública tomou medidas para combater o crime organizado na cidade, os números vêm sendo reduzidos. Em outubro deste ano, não foram registrados homicídios e, comparando com os números registrados no ano passado, houve redução.

A comerciante Maria F. da Silva, de 60 anos, vive a expetativa da inauguração do Centro Integrado de Segurança. Ela conta que já teve seu estabelecimento assaltado seis vezes e vê com bons olhos a iniciativa do Governo do Estado em investir em mais segurança.

“Com o CISP, a gente que é comerciante espera melhorar muito a segurança. Quando dá seis horas a gente fecha com medo de sofrer um assalto. Eu já fui assaltada, tive arma apontada na cabeça, mas tenho fé que a segurança melhore e a violência caia, já que teremos mais policiais nas ruas”, disse.

O secretário da Segurança Pública, Lima Júnior, explica que as unidades do tipo II foram pensadas para abrigar um efetivo maior das polícias e os municípios que recebem o equipamento possuem função estratégica no combate ao crime em Alagoas. Ele acredita que, assim como as demais unidades já em funcionamento, elas terão resultados significativos de redução de crimes.

“Esperamos que as unidades do tipo II contribuam ainda mais para a redução da criminalidade no Estado. Pilar e Teotonio Vilela foram escolhidos estrategicamente visando beneficiar as ações de repressão ao crime nas regiões que estão inseridas. É uma estrutura bem mais ampla que as unidades que já foram feitas e com certeza darão ótimos resultados”, avaliou.

O comandante-geral da Polícia Militar de Alagoas, coronel Marcos Sampaio, falou que os novos CISPs devem apresentar grandes resultados. “A expectativa da implantação do CISP II é a melhor possível já que mais serviços poderão ser apresentados à sociedade, aumentando a amplitude dos já prestados atualmente pelo CISP I. Dessa forma, poderemos atingir mais pessoas e cobrir um território ainda maior”, explicou.

Já o delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, avalia que os CISPs tipo II irão ter maior efetividade no combate ao crime em cidades mais populosas. “Esses CISPs são muito esperados para que se possa reduzir a violência nessas cidades. Junta-se a isso a integração consolidada nas unidades do tipo I e o consequente aumento da capacidade de trabalho, garantindo uma sociedade cada vez mais segura”, finalizou.

Ascom – 03/12/2018